sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

2016: 12 coisas boas em um ano de merda!

É de conhecimento geral da nação que 2016 foi um ano de merda para muitas pessoas. Algumas conseguiram escapar do calvário de sofrimento, mas eu, e talvez você também, não. Os problemas, dos grandes aos pequenos, nos torturam diariamente. Pensando nisso, pensando nas complicações e em como quase todo mundo está reclamando desse período efêmero para o universo, resolvi fazer uma lista de 12 coisas boas em um ano de merda!

Sim, ainda acredito que existam coisas boas independente das adversidades da vida.
Janeiro - A Menina Submersa.
Depois de terminar de ler o último livro da série Filhos do Éden, do Eduardo Spohr, comprei e li A Menina Submersa. Nos onze meses consecutivos não cheguei a encontrar nenhum outro livro com a mesma profundidade e impacto. De todas as histórias que consumi no ano, A Menina Submersa está no topo como uma das minhas melhores escolhas de entretenimento.
Fevereiro - Dracomics Shonen.
Parabéns, você é um dos mangakás selecionados! ”. Esse foi o título do e-mail que o Raphael Fernandes, editor da Draco, me enviou confirmando que minha história foi selecionada para participar da Dracomics Shonen Vol.1. Até hoje não aceito o termo “mangaká”, eu só escrevo gibizinho!
Março - Shirobako.
Março foi o período do ano onde comecei a consumir mais coisas relacionadas a produção artística. Nessa vibe, que se estendeu para o resto do ano, acabei assistindo diversos documentários e entrevistas (li também). Nesse mês em específico eu comecei a assistir Shirobako, um dos melhores animes que já vi e também uma ótima inspiração para continuar trabalhando.
Abril - Capsula do Tempo.
Em um dia de limpeza, remexendo nas coisas ao qual jogaria fora, acabei encontrando um recado escrito por uma garota no meu caderno no final de 2008. Demorei oito anos para descobrir isso. Não é nenhuma declaração romântica ou qualquer merda que o valha de forma semelhante, é apenas uma despedida de final de ano. Eu sou uma pessoa que passa despercebida em todos os ambientes do mundo, fiquei feliz, mesmo que por um momento, em saber que estou um pouquinho errado.
Maio - Capitão América: Guerra Civil.
Assisti Capitão América: Guerra Civil. O capitão tem os melhores filmes dentro do MCU e é o personagem melhor desenvolvido. Eu acredito que o segundo filme seja o melhor, mas não tem como deixar de mencionar Guerra Civil. Além de reunir diversos heróis para um episódio especial nessa jornada, o filme também moveu pessoas e o mercado de entretenimento como um todo. Como criativo não posso deixar de ignorar o quão maravilhoso é ver milhares de pessoas ao redor do mundo interessadas em filmes de gibizinho!
Junho - Primeiro Original.
Terminei a revisão do meu trabalho mais importante (,=
Julho - Lançamentos.
Foda-se o meu aniversário! O importante é que nesse mês ocorreu o lançamento da Dracomics Shonen lá no Anime Friends! Aproveitando da data, resolvi lançar mais dois contos e atualizar os textos dos meus dois outros trabalhos publicados respectivamente em 2014 e 2015. Você pode adquirir qualquer uma das minhas histórias pelos links na direita desse site.
Agosto - Bienal do Livro.
Ocorreu a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e, pela primeira vez, estive presente sem pagar porque agora eu sou autor publicado (hoho!). Fui em três dias, entre e agosto e setembro, e aproveitei para dizer um “oi” bem rápido para o pessoal da Draco, peguei autógrafos e revi o Casal Munhoz (vulgo Carolina Munhoz e Raphael Draccon). Eu também escrevi o “Título alarmista sobre livros de youtubers” por causa do evento.
Setembro - Bitch Planet.
Eu li pela primeira vez uma história em quadrinhos em inglês! É uma pequena realização, pois antes disso as minhas capacitações linguísticas eram bem medíocres. O quadrinho em questão, Bitch Planet 5, também tem história: ganhei essa edição da Cris Peter na CCXP 2015, compartilhei meu pequeno momento de glória com a roteirista no twitter (ela também escreveu as histórias supimpas da Capitã Marvel), e peguei o autógrafo da Cris na CCXP desse ano (pelo sorriso dela eu provavelmente fui a única pessoa do evento a pedir autógrafo em uma Bitch Planet hehe).
Outubro - Listas.
Influenciado pelo Diogo Prado e pelo Leonardo Kitsune, ambos do Portal Genkidama, resolvi fazer uma listinha com as paradinhas que consumi nesse ano. Em outubro eu cheguei a uma marca marota de filmes, animes, séries e livros (quadrinhos inclusos). É algo simples, mas a listinha me ajudou a consumir ainda mais daquilo que gosto como um todo, me deixando mais próximo do meu trabalho.
Novembro - Ghost in The Shell.
Publiquei o artigo mais importante da minha vida. O texto não espalhou como deveria nessa maravilhosa rede mundial de computadores, mas, mesmo assim, o meu artigo foi um divisor de águas na minha breve carreira. O texto, Ghost in The Shell: Muito asiático para ser japonês, foi um trabalho de meses aonde, pela primeira vez, li textos em inglês para poder desenvolver melhor a temática. Deu muito trabalho, poucas pessoas leram e eu faria tudo de novo!
Dezembro - Comic Con Experience 2016.
Comic Con Experience comprovando que o Brasil vive o melhor momento criativo da sua história! Independente da crise econômica as pessoas continuam consumindo e, principalmente, produzindo. Não importa a mídia: quadrinhos, literatura tradicional, internet, música, TV ou cinema; a arte nacional está em um constante fluxo de crescimento ao qual todos deveriam aproveitar para dar continuidade a nossa cultura no futuro. Eu também ganhei uma Omelete Box (a caixa já foi reciclada), fiquei em pé por duas horas e meia para conhecer uma pessoa (falhei e não faria isso por nenhum outro artista do mundo), estive bem pertinho do extremamente simpático Ross Marquand (não pedi foto, mas poderia) e comprei gibizinhos porque é isso que importa na vida!

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